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Deve haver algo de solene, feliz e belo no momento em que somos convidados a nos dirigir à mesa para as refeições. É como se cruzássemos uma ponte invisível entre o cotidiano e o que há de mais elevado, porque o ato de compartilhar o alimento deve se transformar também numa ocasião de comunhão de almas. E isto é feito, em grande medida, pelas boas maneiras à mesa.
Esse acolhimento de pessoas a pretexto de compartilhar o alimento não deve ocorrer somente em jantares formais, mas até na pizza entre amigos no final de semana: nada de correrias, nada de cada um por si, nada de isolamento, mas partilha, atenção de uns para com os outros, como deve ser numa família de irmãos, porque somos todos filhos do mesmo Deus-Pai.
As regras de boas maneiras à mesa são particularmente importantes porque a fome pode ser má conselheira e nos levar a comportamentos movidos mais por instinto e egoísmo do que pelo que há de mais elevado em nós. Assim, pequenos gestos de cortesia e deferência de uns para com os outros nos levam ao coração uns dos outros.
Se o cuidado com os pratos, com a decoração, com a organização são expressões de amor fraternal iniciadas pelo anfitrião, elas devem ser reiteradas por um comportamento igualmente cortês e atencioso de todos os convidados.
É em casa que aprendemos a ser pessoas, que adquirimos nossos valores, e boas maneiras: por isso é preciso praticar em família as boas atitudes para que, em sociedade, sejamos naturalmente educados. Lembrem-se sempre, ao acordar e chegar para o café da manhã, de agir com gentileza, cumprimentando, ajudando.
O Que Evitar:
Esta história é verídica. Três jovens procuravam marido, como era comum na época - questão de sobrevivência para as mulheres. Duas eram muito bonitas: uma ruiva de olhos verdes, outra loura como modelo. A terceira era mais simples, modesta no vestir.
Durante um almoço especial no clube, quando jovens oficiais receberiam diplomas, as duas mais vistosas correram para disputar a atenção dos soldados. Sentaram-se sem aguardar orientação, mantiveram celulares ligados e interrompiam conversas para atender chamadas.
A moça simples, acompanhada dos pais, seguiu naturalmente a etiqueta: aguardou os mais velhos se sentarem, ofereceu ajuda ao avô para servi-lo do bufê, serviu água aos irmãos, etc. Manteve atenção plena durante toda a refeição, sem olhar o celular uma vez sequer.
Os pais do soldado mais elegante sentaram-se à mesa da família da moça simples. A mãe do rapaz observou todas as delicadezas que a jovem prestava à sua família.
No final, a mãe chamou o filho e lhe disse: "Meu querido, vês aquela moça? É ela quem aquecerá seu lar. Não pelas roupas caras, mas pela consideração com a família. Você viu como ela aguardou que todos se sentassem? Como ofereceu gentilezas sem chamar atenção? A beleza do corpo passa, mas a do coração só cresce. Essa cuidará de você e dos filhos como cuidou de nós hoje. Esses pequenos gestos revelam quem ela realmente é.
Moral da história: Não subestime o poder dos pequenos gestos de cortesia da vida cotidiana.
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