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Entre as pequenas boas maneiras da internet, uma das mais esquecidas é também uma das mais úteis: voltar para contar como a história terminou.
Você pede ajuda em um fórum, em um grupo, para um amigo, para um técnico ou para uma inteligência artificial. Recebe sugestões, faz alguns testes, resolve o problema... e desaparece.
Mas há uma gentileza simples que faz toda a diferença: voltar e dizer o que funcionou.
Do ponto de vista da etiqueta digital, isso está no mesmo nível de agradecer quem ajudou, marcar a resposta correta, informar os passos que resolveram o problema e reconhecer quando uma hipótese estava errada.
São pequenos gestos que economizam tempo para muita gente depois.
Quem encontrar o mesmo problema no futuro poderá chegar mais rapidamente à solução. Quem tentou ajudar também aprende o desfecho do caso e passa a orientar melhor outras pessoas.
Há, inclusive, uma satisfação especial em encontrar um tópico antigo que termina com: "Resolvido. O problema era o aplicativo desatualizado." Em vez do frustrante: "Deixa pra lá, já resolvi."
Mas, para além da cortesia, há algo mais importante.
Costumo apresentar as boas maneiras como a primeira expressão da caridade. E isso também vale para a vida digital.
Quando informamos o resultado de uma dúvida ou de um problema, estamos pensando no próximo. Estamos poupando o tempo, a preocupação e o trabalho de pessoas que sequer conhecemos.
Às vezes, o assunto parece pequeno. Um erro no aplicativo do banco. Uma dificuldade para receber um pagamento. Uma dúvida sobre um procedimento. Mas do outro lado pode haver alguém aguardando um dinheiro com urgência, precisando concluir uma tarefa importante ou simplesmente tentando resolver uma preocupação do dia.
Nesses casos, o feedback deixa de ser apenas uma regra de etiqueta. Torna-se uma forma discreta de caridade cotidiana.
A internet seria um lugar muito melhor se mais conversas terminassem com uma simples frase:
"Voltei para contar: consegui resolver. Foi assim que deu certo."
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