Boas Maneiras: Os Marcadores de Lugares à Mesa

A Força do Exemplo Materno

A PEDAGOGIA DO EXEMPLO  DA MÃE 

As palavras comovem, mas os exemplos arrastam. A mãe educa a alma da família não apenas pelo que ensina, mas pelo que vive.

1. DA FONTE DAS BOAS MANEIRAS

A educação cristã não é uma transferência de dados, mas uma transmissão de vida. O bom exemplo da mãe é o "livro" onde os filhos aprendem a ler o mundo e a Deus.

Não é apenas nas lições formais que se educa, mas na maneira como a mãe reage a um prato quebrado, como acolhe uma visita ou como suporta uma dor. Se a mãe é o "coração da casa", suas batidas (suas ações) dão o ritmo do lar. A coerência de vida é a maior autoridade materna: uma piedade sincera e uma conduta nobre "evangelizam" os filhos por osmose, refletindo a doçura e a fortaleza da Virgem Maria.

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2. DAS VIRTUDES CORRELATAS

A postura da mãe deve ser sustentada por uma estrutura interior sólida:

Piedade Filial: A relação com Deus define a relação com os homens. Uma mãe que cultiva a confiança filial e o estudo amoroso da vontade de Deus transmite segurança. Sua fé não é teórica, mas prática e fervorosa.

Humildade Realista: É a capacidade de reconhecer os próprios defeitos com dor sincera, mas sem abatimento ou depressão. A mãe humilde tem uma "ignorância feliz" de seus méritos e não busca aplausos, vivendo uma omissão discreta de si mesma para que os outros brilhem.

Fortaleza Mental: A virtude de governar a própria imaginação. A mãe cristã vence as "aversões infundadas" e retorna tranquilamente ao bom senso quando a mente tenta criar fantasmas, preocupações excessivas ou ressentimentos.

3. DAS REGRAS DE BOAS MANEIRAS

3.1. Boas Maneiras Pessoais (Domínio de Si)

Combate à Vitimização: A mulher madura não exige constantes consolações nem recorre a chantagens emocionais. Ela bane a dúvida inútil e a tristeza — aliadas do inimigo — e cumpre seu dever (estudar, trabalhar, atender) com fidelidade, sem esperar confetes.

Sobriedade e Corpo: O cuidado com o corpo exige moderação no comer e no beber, evitando tudo o que turva a consciência. A vestimenta deve ter um rigor discreto: sobriedade não significa mau gosto ou pobreza, mas a elegância de quem sabe que o corpo é templo do Espírito e não uma vitrine de vaidade.

Controle Emocional: Exercitar a paciência diante das provações e a vitória sobre impulsos de "broncas" desnecessárias. A mãe educa pelo silêncio ativo e pela serenidade, não pelo grito.

3.2. Boas Maneiras para com o Próximo (O Trato)

Doçura com Firmeza: No trato com os filhos e com a sociedade, deve haver igualdade de humor (não ser uma pessoa de "lua"). A conversa deve ter graça, mas sem emoções desordenadas que levam a atitudes e palavras fúteis. É preciso ser firme nos princípios, mas doce na forma.

Cordialidade Sincera: A deferência para com os outros não deve cair na lisonja (elogio falso para obter vantagem). A atenção e a solidariedade devem ser genuínas, fruto da caridade que vê Cristo no outro.

Complacência Equilibrada: Ser agradável e acolhedora, mas sem exageros que comprometam a verdade ou a ordem da casa.

3.3. Boas Maneiras em Relação a Deus (A Vida Interior)

Obediência Pronta: Diante das inspirações divinas e dos deveres de estado, a resposta deve ser pronta e sem reservas. A "liturgia" da vida doméstica é feita de pequenos atos de amor oferecidos a Deus.

Pureza de Intenção: Fazer o bem não para ser vista, mas para agradar a Deus. O desprendimento dos gostos sensíveis (fazer apenas o que é gostoso) é a marca da maturidade espiritual.

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