A linguagem Silenciosa da Sua Roupa

A linguagem Silenciosa da Roupa: O que queremos Realmente Dizer?

Antes mesmo de você dizer uma palavra, sua roupa já comunicou algo sobre você. A forma como você se apresenta pode transmitir respeito, seriedade, leveza e consideração. Pode também comunicar desatenção, rebeldia ou falta de sensibilidade para com a circunstância social. 

Por isso, vestir-se adequadamente não é vaidade — é linguagem não verbal, é comunicação inteligente. É saber e mostrar que se aprecia, que aprecia os demais e que está atenta aos cuidados naturais da vida em sociedade.

"Adequado" é a palavra-chave. Vestir-se de forma apropriada não significa seguir tendências da moda ou usar roupas caras. Significa entender o contexto: o lugar, o evento, o clima, a cultura e, acima de tudo, demonstrar respeito pelos outros e por si mesmo. Não se trata de ostentar, na verdade, não se deve ostentar nunca, nada. 

Lembre-se: É possível estar bem-vestido com peças simples, desde que limpas, apropriadas e bem combinadas. O exagero, o desleixo e a vulgaridade quase sempre denunciam falta de bom senso ou vaidade desmedida, enquanto a elegância discreta transmite equilíbrio.

Não adianta querer que o mundo nos respeite se nós mesmos não nos respeitamos. Não adianta pedir por uma vida melhor se não estamos dispostos a viver com mais beleza, mais ordem, mais cuidado.

O corpo é templo do Espírito Santo. E vesti-lo com honra é uma forma de louvar a Deus. Assim como uma casa bem arrumada acolhe melhor quem entra, o nosso corpo bem cuidado — ainda que com simplicidade — acolhe melhor a vida que recebemos do Criador e as pessoas que nos rodeiam.

As roupas falam por você e é por isso que a verdadeira elegância começa no coração, em atitudes de paciência, bondade e respeito pelos outros, como nos ensina São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios (13:4-5).



O que você NÃO deve fazer — nunca, em nenhuma ocasião

  • Não vá a enterro com roupa colante, decotada ou curta. Respeite a dor da família e a solenidade do momento.

  • Não vá dar aula com vestido de alcinha ou decote que, ao se abaixar, deixa os seios à mostra para os alunos. Isso é falta de decoro e profissionalismo.

  • Não se vista como “a gostosa do pedaço” se você já é uma senhora. Isso não valoriza sua beleza madura, apenas chama atenção errada.

  • Não entre na casa de Deus — a igreja — com bermuda, shorts, minissaia, barriga de fora ou vestido justo. Ele lhe deu tudo: corpo, dons, beleza… Retribua com respeito.

  • Não vá ao casamento da sua amiga de calça jeans, tênis e camiseta. Dizer que está sem dinheiro para roupa ou presente não justifica o descaso. Vista-se com carinho e honra a alegria da noiva.

  • Não vá ao mercado com roupas desleixadas, manchadas, furadas ou tão largas que mostram os pelos do corpo todo. Ser simples não é sinônimo de estar largada.

  • Não diga que fez voto de pobreza e, por isso, anda malvestido, com sapato encardido, cabelo ensebado e barba por fazer. Mesmo na pobreza, há beleza na limpeza e no cuidado.

  • Não vá visitar ninguém fedendo suor, com roupa de trabalho suja, cabelo desgrenhado ou cheiro de fritura. Organize-se: tome um banho antes, troque de roupa, escove os dentes.

  • Não diga “sou assim mesmo” para justificar desleixo, vulgaridade ou falta de higiene. Isso não é autenticidade, é falta de amor próprio e consideração pelo outro.

  • Não use roupas íntimas visíveis, alças de sutiã aparecendo, calcinhas marcando, ou roupas transparentes em lugares públicos. Isso não é charme, é falta de compostura.

  • Não saia por aí mascando chiclete de boca aberta, falando palavrão ou gritando no celular em público. Educação e elegância caminham juntas.

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